"> Dólar e ouro sobem e Ibovespa mergulha

 

Economia - 21/10/2026 - 17:41:43

 

Dólar e ouro sobem e Ibovespa mergulha

Dólar fecha em alta de 0,27% a R$ 5,0270; Ibovespa recua 0,79% e encerra em 206.379,96 pontos

 

Da Redação .

Foto(s): Arte @HORA

 

Juros dos Treasuries no maior patamar desde 2007 antes de reunião do Fed em 28 de outubro. Banco central da China soma 23 meses de compras de ouro e estoques de prata em Xangai no nível mais baixo em dez anos.

Juros dos Treasuries no maior patamar desde 2007 antes de reunião do Fed em 28 de outubro. Banco central da China soma 23 meses de compras de ouro e estoques de prata em Xangai no nível mais baixo em dez anos.

Pesquisa Quaest reduz vantagem de Flávio Bolsonaro para um ponto sobre Lula no segundo turno e reverte o Ibovespa. O dólar comercial encerrou o pregão de 21 de outubro de 2026 com taxa PTAX de compra a R$ 5,0270 e de venda a R$ 5,0277, alta de 0,27% sobre o fechamento de 20 de outubro, de R$ 5,0134 na compra e R$ 5,0140 na venda. O Ibovespa, índice da B3, terminou o dia em 206.379,96 pontos, recuo de 0,79% ante os 208.017,63 pontos do dia anterior, o equivalente a menos 1.637,67 pontos. O volume financeiro negociado na B3 aproximou-se de R$ 27,8 bilhões, com 3,93 milhões de negócios registrados até o encerramento do pregão.

O que moveu o pregão

O índice abriu em alta e chegou a 209.244,71 pontos por volta das 10h15. A divulgação da pesquisa Quaest para o segundo turno presidencial, às 10h15, mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44%, dentro da margem de erro de dois pontos. A vantagem de Flávio Bolsonaro recuou para um ponto percentual. O Ibovespa passou a ceder após a divulgação e encerrou o dia em queda. Outro levantamento, Meio/Ideia, indicou Flávio Bolsonaro com 51,1% dos votos válidos contra 48,9% de Lula, com margem de erro de 2,5 pontos. O segundo turno ocorre em 25 de outubro.

No exterior, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos de dez anos operaram no patamar mais elevado desde 2007. O Federal Reserve realiza reunião de política monetária em 28 de outubro. O presidente do Fed, Kevin Warsh, não sinalizou alteração da taxa básica, e apostas em nova alta de juros nesta reunião recuaram. O índice do dólar ante outras moedas ficou próximo da estabilidade, e tensões no Oriente Médio, entre Estados Unidos e Irã, permaneceram no radar dos investidores.

A temporada de balanços do terceiro trimestre começou na Bolsa brasileira. A divulgação dos resultados da WEG pressionou as ações da empresa e integrou os fatores do dia.

Ouro, prata e o fator China

O ouro à vista em dólar operou por volta de US$ 4.131,79 a onça-troy em 21 de outubro, patamar próximo ao mais baixo em dois meses, pressionado pelos juros americanos no patamar mais alto desde 2007 e pela valorização do dólar antes da reunião do Fed. O ouro comercial no Brasil, por grama, fechou a R$ 667,7736 na compra e R$ 667,8666 na venda, alta de 0,31% no dia. No período de 22 de setembro a 21 de outubro, o ouro em real recuou 6,19%, enquanto o ouro spot em dólar recuou 4,55%, de US$ 4.328,26 para US$ 4.131,79 a onça.

O banco popular da China adicionou 23 toneladas de ouro às reservas em setembro de 2026, maior volume mensal desde outubro de 2023, e completou 23 meses consecutivos de compras. As reservas chinesas de ouro somam 2.410 toneladas, equivalentes a 8,5% do total de reservas do país. A compra contínua funciona como suporte para o preço do metal.

A prata superou o ouro em desempenho no período. O metal chegou a operar acima de US$ 54 a onça-troy em 19 de outubro. Os estoques de prata registrados na Bolsa de Futuros de Xangai (SHFE) recuaram ao nível mais baixo em dez anos, e os da Bolsa de Ouro de Xangai (SGE) ao nível mais baixo em mais de nove anos. A China exportou 660 toneladas de prata para Londres em outubro, o maior volume mensal da série, após período de escassez no mercado londrino. No primeiro trimestre de 2026, a China importou cerca de 1.626 toneladas de prata, o maior trimestre inicial da série, com 836 toneladas somente em março, 173% acima da média sazonal de dez anos para o mês. Desde 1º de janeiro de 2026, o Ministério do Comércio da China exige licença para exportação de prata, classificada como material estratégico, com licenças concedidas a 44 empresas com produção anual mínima de 80 toneladas. A prata em Xangai opera com prêmio de cerca de US$ 8 a onça sobre Londres.

O movimento dos metais preciosos repercutiu no Brasil por meio das ações de mineração e pela correlação entre preços de commodities e a taxa de câmbio. A alta da prata e a compra chinesa de ouro limitaram a extensão das quedas dos metais, enquanto o ouro em real recuou no mês devido à valorização do real e à queda do ouro em dólar.

Análise dos últimos 20 dias úteis

No período de 22 de setembro a 21 de outubro, o dólar PTAX de compra partiu de R$ 5,1155 e alcançou R$ 5,2232 em 2 de outubro, véspera do primeiro turno presidencial. Em 5 de outubro, primeiro pregão após o primeiro turno, a taxa caiu 4,55%, para R$ 4,9853. A partir de então, se recuperou gradualmente até R$ 5,0820 em 16 de outubro, voltou a recuar para R$ 5,0134 em 20 de outubro e fechou com alta de 0,27% em 21 de outubro. No acumulado do período, o dólar de compra recuou 1,73%.

O Ibovespa acompanhou o calendário eleitoral. Após o primeiro turno de 4 de outubro, o índice valorizou-se com a redução da incerteza e chegou a 208.017,63 pontos em 20 de outubro, após alta de 1,57% no dia. Em 21 de outubro, recuou 0,79% com a divulgação da pesquisa Quaest. Os investidores também repercutiram dados fiscais, a temporada de balanços e o cenário externo com juros americanos elevados.

O ouro em real por grama saiu de R$ 711,8703 em 22 de setembro e chegou a R$ 667,7736 em 21 de outubro, recuo de 6,19% no período. As maiores quedas ocorreram em 28 de setembro (3,65%) e em 5 de outubro (4,44%), dia de valorização do real após o primeiro turno. O metal se recuperou entre 9 e 16 de outubro, voltou a cair em 19 e 20 de outubro e fechou com alta de 0,31% em 21 de outubro.

Resumo do fechamento diário (21/10/2026)

Indicador Fechamento Variação diária
Dólar comercial (compra PTAX) R$ 5,0270 +0,27%
Dólar comercial (venda PTAX) R$ 5,0277 +0,27%
Ibovespa (pontos) 206.379,96 -0,79%

Maiores altas do pregão (dados B3, ativos em maior negociação no dia)

Código Nome completo Variação diária
FSRF11 Fiset, Fundo de Investimento Setorial Florestamento e Reflorestamento (cota preferencial) +28,57%
AZEV3 Azevedo & Travassos S.A. +26,49%
PLAS3F Plascar Participações Industriais S.A. +23,43%
AZEV3F Azevedo & Travassos S.A. +22,81%
LUPA3F Lupatech S.A. +20,88%

Maiores baixas do pregão (dados B3, ativos em maior negociação no dia)

Código Nome completo Variação diária
SEQL3F Sequoia Logística e Transportes S.A. -28,57%
NUTR3 Nutriplant Indústria e Comércio S.A. -17,35%
SEQL3 Sequoia Logística e Transportes S.A. -16,67%
TELB3F Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás) -12,59%
NUTR3F Nutriplant Indústria e Comércio S.A. -12,28%

Variação diária do dólar comercial (PTAX), de 22/09/2026 a 21/10/2026

Data Compra (R$) Venda (R$) Var. compra (%) Var. venda (%)
22/09/2026 5,1155 5,1161 sem ref. sem ref.
23/09/2026 5,1408 5,1414 +0,49 +0,49
24/09/2026 5,1789 5,1795 +0,74 +0,74
25/09/2026 5,1985 5,1991 +0,38 +0,38
28/09/2026 5,2126 5,2132 +0,27 +0,27
29/09/2026 5,2198 5,2204 +0,14 +0,14
30/09/2026 5,1803 5,1809 -0,76 -0,76
01/10/2026 5,2073 5,2079 +0,52 +0,52
02/10/2026 5,2232 5,2238 +0,31 +0,31
05/10/2026 4,9853 4,9859 -4,55 -4,55
06/10/2026 4,9692 4,9698 -0,32 -0,32
07/10/2026 4,9929 4,9935 +0,48 +0,48
08/10/2026 5,0113 5,0119 +0,37 +0,37
09/10/2026 4,9886 4,9892 -0,45 -0,45
13/10/2026 5,0090 5,0096 +0,41 +0,41
14/10/2026 5,0435 5,0441 +0,69 +0,69
15/10/2026 5,0515 5,0521 +0,16 +0,16
16/10/2026 5,0820 5,0826 +0,60 +0,60
19/10/2026 5,0558 5,0564 -0,52 -0,52
20/10/2026 5,0134 5,0140 -0,84 -0,84
21/10/2026 5,0270 5,0277 +0,27 +0,27

Variação diária do ouro comercial (por grama), de 22/09/2026 a 21/10/2026

Data Compra (R$) Venda (R$) Var. compra (%) Var. venda (%)
22/09/2026 711,8703 711,9538 sem ref. sem ref.
23/09/2026 707,7093 707,7919 -0,58 -0,58
24/09/2026 708,4679 708,5499 +0,11 +0,11
25/09/2026 717,2323 717,3151 +1,24 +1,24
28/09/2026 691,0513 691,1308 -3,65 -3,65
29/09/2026 697,4613 697,5414 +0,93 +0,93
30/09/2026 692,3684 692,4485 -0,73 -0,73
01/10/2026 698,2167 698,2971 +0,84 +0,84
02/10/2026 693,4679 693,5475 -0,68 -0,68
05/10/2026 662,6745 662,7542 -4,44 -4,44
06/10/2026 665,0428 665,1231 +0,36 +0,36
07/10/2026 658,9547 659,0339 -0,92 -0,92
08/10/2026 662,0822 662,1614 +0,47 +0,47
09/10/2026 672,2275 672,3083 +1,53 +1,53
13/10/2026 669,6524 669,7326 -0,38 -0,38
14/10/2026 661,6162 661,6949 -1,20 -1,20
15/10/2026 673,8927 673,9728 +1,86 +1,86
16/10/2026 680,9594 681,0398 +1,05 +1,05
19/10/2026 673,1194 673,1993 -1,15 -1,15
20/10/2026 665,7018 665,7814 -1,10 -1,10
21/10/2026 667,7736 667,8666 +0,31 +0,31

(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxa PTAX de dólar e fechamento do ouro), B3 (Ibovespa, volume e negociação de ações), Refinitiv (cotações), Quaest e Meio/Ideia (pesquisas eleitorais), Bloomberg (estoques de metais preciosos e dados de commodities), Federal Reserve (política monetária).

QRCODE

Links
Vídeo