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O fechamento de quinta-feira, 24 de setembro de 2026, registrou alta da taxa PTAX do dólar comercial e queda do Ibovespa. A taxa de compra do dólar comercial encerrou o dia a R$ 5,1789, com variação de +0,74% ante o dia anterior, e a taxa de venda a R$ 5,1795, também com +0,74%. O Ibovespa, índice da bolsa brasileira, fechou às 17 horas em 184.254,45 pontos, com variação de -0,91% sobre os 185.940,96 pontos do dia 23 de setembro. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 24.349.819.931, em 3.174.236 negócios.
Fatores do dia
A sessão brasileira ocorreu sob pressão externa. O rendimento do título do Tesouro americano de dez anos operou acima de 5,13% ao ano, patamar não observado de forma sustentada desde 2007, após dados de atividade econômica dos Estados Unidos e leilão de títulos do Tesouro com demanda abaixo do esperado. A expectativa de aumento da taxa básica de juros do Federal Reserve em outubro passou a ser precificada em cerca de 66% dos contratos de juros futuros, e integrantes do comitê de política monetária americana sinalizaram que novos aumentos podem ser necessários para conduzir a inflação de volta à meta de 2% ao ano.
O preço do petróleo Brent subiu 4,82%, para US$ 108,05 o barril, na ausência de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. A alta do petróleo repercutiu sobre as ações de petróleo e gás e sobre as projeções de inflação, sem gerar ganhos para a Petrobras na sessão: as ações ordinárias da estatal variaram +0,05% e as preferenciais -0,16% no período do dia. A presidente da Petrobras informou que a companhia se aproxima da produção de 3 milhões de barris de petróleo por dia.
No eixo político externo, o presidente dos Estados Unidos recebeu o presidente da China na Casa Branca, no primeiro encontro do tipo em mais de dez anos. O secretário do Tesouro americano anunciou a extensão da trégua comercial até 10 de janeiro de 2027, antes marcada para expirar em novembro, e a redução da tarifa adicional sobre produtos químicos relacionados ao fentanil de 20% para 10%, com queda da tarifa média sobre bens chineses de 57% para 47%. Os dois presidentes mencionaram cooperação nas áreas de comércio, finanças, inteligência artificial e segurança. O S&P 500 operou em queda de 0,1% no período da tarde brasileira.
No cenário doméstico, o Relatório de Política Monetária do Banco Central reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto de 2026 para 1,8%, ante estimativa de 2,0% de junho, e projetou expansão de 1,4% em 2027. O setor bancário liderou as perdas: Banco do Brasil variou -1,13%, Bradesco -1,00% e Itaú Unibanco -0,24%. A Vale recuou 0,57%, com preços dos futuros do minério de ferro estáveis na China e anúncio de retomada parcial de operações na Mina de Fábrica, em Ouro Preto. No sentido oposto, as telecomunicações subiram: Telefônica Brasil +1,89% e TIM +1,77%. A Yduqs avançou 1,2% após anunciar fusão com a Afya, com participação majoritária do grupo alemão Bertelsmann na empresa resultante, enquanto a Cogna recuou 4,35%.
Ouro, prata e o caso da China
Dados de comércio exterior da China divulgados na semana indicaram expansão das compras externas de ouro. O banco central chinês adicionou cerca de 60 toneladas de ouro às reservas oficiais nos primeiros sete meses de 2026, ritmo não observado no período equivalente desde 2023, com adições de 15 toneladas em junho e 20 toneladas em julho. No mercado de prata, o prêmio da prata de Xangai sobre o preço internacional atingiu 12,91% em 18 de setembro, com cotação de referência a US$ 75,09 a onça contra US$ 66,50 no mercado internacional. O diferencial reflete controles de exportação de prata instituídos pela China em janeiro de 2026, que limitaram a 44 o número de empresas autoradas a exportar, e o imposto de 13% sobre o valor adicionado, que bloqueia a arbitragem entre os dois mercados.
A demanda chinesa sustentou os preços físicos na Ásia, mas não evitou a queda do ouro financeiro no mês, dominada pela alta dos juros reais americanos e pela valorização do dólar. Na noite de 21 para 22 de setembro, o ouro do COMEX recuou 0,99% e a prata do COMEX recuou 0,92%; na China, os futuros de ouro da SHFE recuaram 0,39% e os de prata 0,70%. Em 24 de setembro, o ouro à vista em dólar fechou em US$ 4.255,17 a onça, queda de 0,63% no dia, enquanto o ouro comercial em real, por grama, variou +0,11%, para R$ 708,4679 na compra, em razão da desvalorização do real de 0,74% no dia.
Análise do último mês
No período de 25 de agosto a 24 de setembro de 2026, a taxa PTAX de compra do dólar comercial partiu de R$ 5,1484, atingiu o máximo de R$ 5,1999 em 28 de agosto e o mínimo de R$ 5,0850 em 8 de setembro, para fechar em R$ 5,1789, alta de 0,59% no acumulado. A maior variação diária de alta ocorreu em 14 de setembro, +1,53%, e a maior variação de baixa em 21 de setembro, -0,89%. O ouro comercial em real, por grama, recuou 7,97% no mesmo período, de R$ 769,7967 para R$ 708,4679, com máximo em 25 de agosto e mínimo em 23 de setembro. O ouro à vista em dólar recuou 8,50%, de US$ 4.650,84 para US$ 4.255,17 a onça. Os drivers do período foram a repricagem dos juros americanos, com o título de dez anos passando de cerca de 4,97% para acima de 5,13%, a alta do petróleo Brent para a faixa de US$ 108, a extensão da trégua comercial entre Estados Unidos e China e a revisão de projeções de crescimento doméstico pelo Banco Central.
Resumo do fechamento diário, 24 de setembro de 2026
| Indicador |
Valor de fechamento |
Variação diária |
| Dólar comercial PTAX (compra) |
R$ 5,1789 |
+0,74% |
| Dólar comercial PTAX (venda) |
R$ 5,1795 |
+0,74% |
| Ibovespa (pontos) |
184.254,45 |
-0,91% |
Maiores altas do dia na B3, às 17h01
| Código |
Nome da empresa |
Variação diária |
| SEQL3 |
Sequoia Logística e Transportes S.A. |
+33,33% |
| PMAM3 |
Paranapanema S.A. |
+20,59% |
| PMAM3F |
Paranapanema S.A. (lote fracionário) |
+17,14% |
| DASA3 |
Diagnósticos da América S.A. |
+16,41% |
| SEQL3F |
Sequoia Logística e Transportes S.A. (lote fracionário) |
+14,29% |
Maiores baixas do dia na B3, às 17h01
| Código |
Nome da empresa |
Variação diária |
| BRKM6F |
Braskem S.A. (ações preferenciais classe B, lote fracionário) |
-26,20% |
| BRKM6 |
Braskem S.A. (ações preferenciais classe B) |
-20,00% |
| FSRF11 |
Fiset Fundo de Investimento Imobiliário |
-12,50% |
| HOOT4 |
Hotéis Othon S.A. (ações preferenciais) |
-11,17% |
| FSRF11F |
Fiset Fundo de Investimento Imobiliário (lote fracionário) |
-11,11% |
Variação diária do dólar comercial PTAX, 25 de agosto a 24 de setembro de 2026
| Data |
Compra (R$) |
Venda (R$) |
Variação compra |
Variação venda |
| 25/08/2026 |
5,1484 |
5,1490 |
n/d |
n/d |
| 26/08/2026 |
5,1598 |
5,1604 |
+0,22% |
+0,22% |
| 27/08/2026 |
5,1637 |
5,1642 |
+0,08% |
+0,07% |
| 28/08/2026 |
5,1999 |
5,2005 |
+0,70% |
+0,70% |
| 31/08/2026 |
5,1810 |
5,1816 |
-0,36% |
-0,36% |
| 01/09/2026 |
5,1564 |
5,1570 |
-0,47% |
-0,47% |
| 02/09/2026 |
5,1267 |
5,1273 |
-0,58% |
-0,58% |
| 03/09/2026 |
5,0956 |
5,0962 |
-0,61% |
-0,61% |
| 04/09/2026 |
5,1247 |
5,1253 |
+0,57% |
+0,57% |
| 08/09/2026 |
5,0850 |
5,0856 |
-0,77% |
-0,77% |
| 09/09/2026 |
5,0973 |
5,0979 |
+0,24% |
+0,24% |
| 10/09/2026 |
5,1143 |
5,1149 |
+0,33% |
+0,33% |
| 11/09/2026 |
5,0912 |
5,0918 |
-0,45% |
-0,45% |
| 14/09/2026 |
5,1690 |
5,1696 |
+1,53% |
+1,53% |
| 15/09/2026 |
5,1484 |
5,1490 |
-0,40% |
-0,40% |
| 16/09/2026 |
5,1520 |
5,1527 |
+0,07% |
+0,07% |
| 17/09/2026 |
5,1515 |
5,1521 |
-0,01% |
-0,01% |
| 18/09/2026 |
5,1569 |
5,1575 |
+0,10% |
+0,10% |
| 21/09/2026 |
5,1111 |
5,1117 |
-0,89% |
-0,89% |
| 22/09/2026 |
5,1155 |
5,1161 |
+0,09% |
+0,09% |
| 23/09/2026 |
5,1408 |
5,1414 |
+0,49% |
+0,49% |
| 24/09/2026 |
5,1789 |
5,1795 |
+0,74% |
+0,74% |
Variação diária do ouro comercial (por grama, em R$), 25 de agosto a 24 de setembro de 2026
| Data |
Compra (R$/g) |
Venda (R$/g) |
Variação compra |
Variação venda |
| 25/08/2026 |
769,7967 |
769,8864 |
n/d |
n/d |
| 26/08/2026 |
762,1566 |
762,2452 |
-0,99% |
-0,99% |
| 27/08/2026 |
765,5597 |
765,6338 |
+0,45% |
+0,44% |
| 28/08/2026 |
756,0192 |
756,1064 |
-1,25% |
-1,24% |
| 31/08/2026 |
737,8240 |
737,9094 |
-2,41% |
-2,41% |
| 01/09/2026 |
724,8243 |
724,9086 |
-1,76% |
-1,76% |
| 02/09/2026 |
720,7507 |
720,8351 |
-0,56% |
-0,56% |
| 03/09/2026 |
735,7205 |
735,8071 |
+2,08% |
+2,08% |
| 04/09/2026 |
731,1599 |
731,2455 |
-0,62% |
-0,62% |
| 08/09/2026 |
718,2203 |
718,3051 |
-1,77% |
-1,77% |
| 09/09/2026 |
720,7721 |
720,8569 |
+0,36% |
+0,36% |
| 10/09/2026 |
717,9980 |
718,0823 |
-0,38% |
-0,38% |
| 11/09/2026 |
715,2571 |
715,3414 |
-0,38% |
-0,38% |
| 14/09/2026 |
712,4742 |
712,5569 |
-0,39% |
-0,39% |
| 15/09/2026 |
710,0262 |
710,1090 |
-0,34% |
-0,34% |
| 16/09/2026 |
720,7611 |
720,8590 |
+1,51% |
+1,51% |
| 17/09/2026 |
723,6269 |
723,7112 |
+0,40% |
+0,40% |
| 18/09/2026 |
722,1538 |
722,2378 |
-0,20% |
-0,20% |
| 21/09/2026 |
714,2398 |
714,3236 |
-1,10% |
-1,10% |
| 22/09/2026 |
711,8703 |
711,9538 |
-0,33% |
-0,33% |
| 23/09/2026 |
707,7093 |
707,7919 |
-0,58% |
-0,58% |
| 24/09/2026 |
708,4679 |
708,5499 |
+0,11% |
+0,11% |
(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxa PTAX do dólar comercial e cotação do ouro, período de 25 de agosto a 24 de setembro de 2026); B3 (fechamento do Ibovespa, volume negociado e ranking de maiores altas e baixas de 24 de setembro de 2026); Refinitiv (dados de cotação); agências de notícias econômicas e informações de mercado (contexto macroeconômico, Treasuries, petróleo, encontro entre Estados Unidos e China, compras de ouro pela China e prêmio da prata em Xangai).
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