|
No primeiro pregão após o primeiro turno das eleições, em 5 de outubro, a moeda americana recuou 4,55% e a Bolsa recebeu R$ 10,6 bilhões de investidores estrangeiros. Nesta quarta-feira, a ata do Fed e a alta dos juros dos Treasuries pressionaram ouro e prata, com a China fechada pela Golden Week.
Fechamento de 7 de outubro de 2026
A taxa PTAX do dólar comercial, divulgada pelo Banco Central às 16h, encerrou o dia a R$ 4,9929 na compra e R$ 4,9935 na venda, com variação de +0,48% sobre o fechamento de 6 de outubro (R$ 4,9692 e R$ 4,9698). O Ibovespa, índice da B3, encerrou o pregão das 17h com 204.348,39 pontos, recuo de 0,71% e de 1.457,21 pontos em relação aos 205.805,60 pontos da terça-feira. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 52.755.815.324, com 6.040.286 negócios. A sessão foi marcada por realização de lucros após a valorização das duas sessões anteriores e pela divulgação da ata do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve.
O primeiro turno eleitoral e a reversão do câmbio
No domingo, 4 de outubro, ocorreu o primeiro turno das eleições presidenciais. Flávio Bolsonaro (PL) obteve 47,03% dos votos válidos e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,16%, com segundo turno marcado para 25 de outubro. Na segunda-feira, 5 de outubro, primeiro pregão após o resultado, a PTAX do dólar recuou 4,55%, de R$ 5,2232 para R$ 4,9853 na compra, movimento de magnitude diária não registrada desde junho de 2018. O Ibovespa valorizou 7,7% na mesma sessão e encerrou em 206.912 pontos. O saldo de investidores estrangeiros na Bolsa no dia foi de entrada de R$ 10,6 bilhões, levando o saldo de outubro a R$ 12,6 bilhões. Os contratos futuros de juros de longo prazo também recuaram, com o contrato com vencimento em janeiro de 2031 cendo 97 pontos base em 5 de outubro. Na terça-feira, 6, a PTAX recuou mais 0,32%, para R$ 4,9692, patamar de fechamento mais baixo do período analisado. Na quarta-feira, 7, a moeda americana voltou a subir 0,48%, aproximando-se de R$ 5,00.
Ouro, prata e o fator China
A cotação do ouro à vista em dólares caiu para US$ 4.105,22 por onça em 7 de outubro, recuo de 1,38% no dia e de 6,56% no período de 08 de setembro a 7 de outubro. Em reais por grama, o ouro de compra fechou em R$ 658,9547, recuo de 0,92% no dia e de 8,25% no período, com a valorização do real amplificando a queda em moeda local. A prata à vista operou abaixo de US$ 60 por onça em 7 de outubro, com recuo de cerca de 1,15% no dia.
O período coincide com a Golden Week chinesa, de 1 a 7 de outubro, durante a qual a Shanghai Gold Exchange e a Shanghai Futures Exchange permaneceram fechadas. Com os compradores físicos chineses ausentes, a liquidez dos metais preciosos diminuiu e os preços à vista apresentaram inclinação de queda. Paralelamente, o Banco Popular da China (PBoC) elevou suas reservas oficiais de ouro pelo 23º mês consecutivo em setembro, para 77,47 milhões de onças, ante 76,73 milhões de onças em agosto. As importações chinesas de ouro em 2026 ultrapassaram 1.000 toneladas até o fim de agosto, volume superior ao ano inteiro de 2025. No mercado de prata, a China importou 1.626 toneladas no primeiro trimestre de 2026, o maior volume de primeiro trimestre da série, e mantém controles de exportação do metal desde janeiro de 2026. Os Estados Unidos classificaram a prata como mineral crítico em novembro de 2025. O ouro russo segue sendo redirecionado para Hong Kong após as sanções, alterando os fluxos globais do metal.
Visão dos últimos 22 dias úteis
Entre 8 de setembro e 7 de outubro, a PTAX de compra do dólar variou de R$ 5,0850 para R$ 4,9929, recuo de 1,81% no período. A trajetória teve duas fases. De 8 de setembro a 2 de outubro, a moeda americana subiu de forma contínua, de R$ 5,0850 para o pico do período de R$ 5,2232, alta de 2,72%. Em 5 de outubro, o resultado eleitoral produziu o movimento de queda de 4,55%, que reposicionou a moeda abaixo de R$ 5,00. O ouro, por sua vez, caiu de R$ 718,22 por grama para R$ 658,95 no período, recuo de 8,25%, com queda concentrada em 28 de setembro (-3,65%) e em 5 de outubro (-4,44%). O Ibovespa, que operava em patamar inferior no início de outubro, passou a refletir o cenário eleitoral a partir de 5 de outubro e acumula alta de 11% no mês até 7 de outubro, conforme cálculo do Itaú BBA.
Resumo do fechamento diário de 7 de outubro de 2026
| Indicador |
Valor de fechamento |
Variação diária |
| Dólar comercial (compra PTAX) |
R$ 4,9929 |
+0,48% |
| Dólar comercial (venda PTAX) |
R$ 4,9935 |
+0,48% |
| Ibovespa (pontos) |
204.348,39 |
-0,71% |
Maiores altas do dia (B3)
| Código |
Empresa |
Variação diária |
| FASA3F |
FASA S.A. |
+21,21% |
| HAGA4F |
Haga S.A. Indústria e Comércio |
+15,51% |
| FASA3 |
FASA S.A. |
+14,71% |
| RNEW4F |
Renova Energia S.A. |
+14,29% |
| OPCT3F |
OceanPact Serviços Marítimos S.A. |
+11,85% |
Maiores baixas do dia (B3)
| Código |
Empresa |
Variação diária |
| FSPE11F |
FISET Fundo de Investimento Imobiliário (FSPE) |
-19,23% |
| MNDL3 |
Mundial S.A. Produtos de Consumo |
-14,55% |
| OBTC3 |
OranjeBTC S.A. Educação e Investimento |
-12,98% |
| FSRF11 |
FISET Fundo de Investimento Imobiliário (FSRF) |
-12,50% |
| FSRF11F |
FISET Fundo de Investimento Imobiliário (FSRF) |
-12,50% |
As listagens de maior variação percentual concentraram-se em papéis com preço unitário reduzido e baixa liquidez, entre eles fundos imobiliários com cotação de R$ 0,07 e R$ 0,21.
Variação diária do dólar comercial PTAX (compra e venda), de 8 de setembro a 7 de outubro de 2026
| Data |
Compra (R$) |
Venda (R$) |
Variação (%) compra e venda |
| 08/09/2026 |
5,0850 |
5,0856 |
— |
| 09/09/2026 |
5,0973 |
5,0979 |
+0,24 |
| 10/09/2026 |
5,1143 |
5,1149 |
+0,33 |
| 11/09/2026 |
5,0912 |
5,0918 |
-0,45 |
| 14/09/2026 |
5,1690 |
5,1696 |
+1,53 |
| 15/09/2026 |
5,1484 |
5,1490 |
-0,40 |
| 16/09/2026 |
5,1520 |
5,1527 |
+0,07 |
| 17/09/2026 |
5,1515 |
5,1521 |
-0,01 |
| 18/09/2026 |
5,1569 |
5,1575 |
+0,10 |
| 21/09/2026 |
5,1111 |
5,1117 |
-0,89 |
| 22/09/2026 |
5,1155 |
5,1161 |
+0,09 |
| 23/09/2026 |
5,1408 |
5,1414 |
+0,49 |
| 24/09/2026 |
5,1789 |
5,1795 |
+0,74 |
| 25/09/2026 |
5,1985 |
5,1991 |
+0,38 |
| 28/09/2026 |
5,2126 |
5,2132 |
+0,27 |
| 29/09/2026 |
5,2198 |
5,2204 |
+0,14 |
| 30/09/2026 |
5,1803 |
5,1809 |
-0,76 |
| 01/10/2026 |
5,2073 |
5,2079 |
+0,52 |
| 02/10/2026 |
5,2232 |
5,2238 |
+0,31 |
| 05/10/2026 |
4,9853 |
4,9859 |
-4,55 |
| 06/10/2026 |
4,9692 |
4,9698 |
-0,32 |
| 07/10/2026 |
4,9929 |
4,9935 |
+0,48 |
Variação diária do ouro (compra e venda em R$ por grama), de 8 de setembro a 7 de outubro de 2026
| Data |
Compra (R$/g) |
Venda (R$/g) |
Ouro spot (US$/oz) |
Variação (%) compra e venda |
| 08/09/2026 |
718,2203 |
718,3051 |
4.393,38 |
— |
| 09/09/2026 |
720,7721 |
720,8569 |
4.398,22 |
+0,36 |
| 10/09/2026 |
717,9980 |
718,0823 |
4.366,40 |
-0,38 |
| 11/09/2026 |
715,2571 |
715,3414 |
4.369,49 |
-0,38 |
| 14/09/2026 |
712,4742 |
712,5569 |
4.287,02 |
-0,39 |
| 15/09/2026 |
710,0262 |
710,1090 |
4.289,29 |
-0,34 |
| 16/09/2026 |
720,7611 |
720,8590 |
4.351,19 |
+1,51 |
| 17/09/2026 |
723,6269 |
723,7112 |
4.368,92 |
+0,40 |
| 18/09/2026 |
722,1538 |
722,2378 |
4.355,59 |
-0,20 |
| 21/09/2026 |
714,2398 |
714,3236 |
4.346,50 |
-1,10 |
| 22/09/2026 |
711,8703 |
711,9538 |
4.328,26 |
-0,33 |
| 23/09/2026 |
707,7093 |
707,7919 |
4.281,99 |
-0,58 |
| 24/09/2026 |
708,4679 |
708,5499 |
4.255,17 |
+0,11 |
| 25/09/2026 |
717,2323 |
717,3151 |
4.291,60 |
+1,24 |
| 28/09/2026 |
691,0513 |
691,1308 |
4.123,38 |
-3,65 |
| 29/09/2026 |
697,4613 |
697,5414 |
4.155,81 |
+0,93 |
| 30/09/2026 |
692,3684 |
692,4485 |
4.156,90 |
-0,73 |
| 01/10/2026 |
698,2167 |
698,2971 |
4.170,79 |
+0,84 |
| 02/10/2026 |
693,4679 |
693,5475 |
4.129,39 |
-0,68 |
| 05/10/2026 |
662,6745 |
662,7542 |
4.134,39 |
-4,44 |
| 06/10/2026 |
665,0428 |
665,1231 |
4.162,73 |
+0,36 |
| 07/10/2026 |
658,9547 |
659,0339 |
4.105,22 |
-0,92 |
(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxa PTAX do dólar e cotação do ouro), B3 (Ibovespa, volume e ações com maiores altas e baixas), Refinitiv, Dow Jones Newswires, Itaú BBA.
|