"> Dólar e ouro caem e Ibovespa dispara

 

Economia - 05/10/2026 - 17:23:39

 

Dólar e ouro caem e Ibovespa dispara

Ibovespa fecha em alta de 8,02% e dólar PTAX recua 4,55% no primeiro pregão após o primeiro turno

 

Da Redação .

Foto(s): Arte @HORA

 

Após o primeiro turno, Ibovespa fecha em 207.519,61 pontos, alta de 8,02%, e dólar PTAX encerra a R$ 4,9853 na compra, recuo de 4,55%. Ouro em real por grama recua 4,44%; prata na Comex sobe 1,41%, a US$ 61,30 a onça. Exportadoras lideram baixas; varejo, bancos e mercado de capitais lideram altas.

Após o primeiro turno, Ibovespa fecha em 207.519,61 pontos, alta de 8,02%, e dólar PTAX encerra a R$ 4,9853 na compra, recuo de 4,55%. Ouro em real por grama recua 4,44%; prata na Comex sobe 1,41%, a US$ 61,30 a onça. Exportadoras lideram baixas; varejo, bancos e mercado de capitais lideram altas.

O pregão de segunda-feira, 5 de outubro de 2026, foi o primeiro após o primeiro turno das eleições presidenciais, realizado no domingo, 4. O Ibovespa encerrou a sessão às 17h em 207.519,61 pontos, com alta de 8,02% sobre os 192.114,55 pontos de sexta-feira, 2 de outubro. O índice oscilou entre a mínima de abertura e a máxima intradiária de 209.605 pontos, patamar que superou a marca anterior de 199.354 pontos registrada em 14 de abril de 2026. O volume financeiro do dia ficou acima da média móvel de 50 pregões.

No câmbio, a taxa PTAX do dólar comercial, divulgada pelo Banco Central após as 16h, fechou em R$ 4,9853 na compra e R$ 4,9859 na venda. Isso representa recuo de 4,55% em relação a 2 de outubro, quando a taxa estava em R$ 5,2232 (compra) e R$ 5,2238 (venda). Foi a primeira vez que a paridade fechou abaixo de R$ 5,00 no período analisado.

Fatores que influenciaram o dia

O resultado do primeiro turno diferiu da expectativa do mercado. O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou a votação com 47,03% dos votos válidos, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 45,16%. A projeção predominante antes da votação era de Lula na primeira colocação. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

A leitura dos investidores foi de aumento da probabilidade de vitória da oposição no segundo turno e de mudança na percepção sobre política econômica e fiscal. Antes da abertura da B3, o ETF EWZ (iShares MSCI Brazil), negociado em Nova York, chegou a subir 13,5%, a US$ 43,33, em volume acima da média. O fluxo de entrada de recursos estrangeiros na sessão foi positivo.

Os papéis mais sensíveis à atividade doméstica, ao crédito, ao consumo e ao mercado de capitais lideraram as altas. Varejistas, construtoras, bancos e a própria operadora da bolsa B3 avançaram acima de 20%. Do lado oposto, empresas com receita majoritariamente em dólar sofreram com a valorização do real: a alta de 4,55% da moeda brasileira reduz o valor em reais das exportações. Suzano, Embraer, Vale, Klabin e Usiminas ficaram entre as maiores baixas.

No exterior, o cenário de juros nos Estados Unidos também contribuiu. O relatório de emprego dos EUA divulgado em 2 de outubro ficou abaixo do esperado, o que elevou a expectativa de cortes na taxa básica pelo Federal Reserve e favoreceu ativos de risco emergentes.

Ouro, prata e o episódio na China

No mercado de metais preciosos, o ouro à vista em dólar ficou praticamente estável: de US$ 4.129,39 por onça em 2 de outubro para US$ 4.134,39 em 5 de outubro, alta de 0,12%. O contrato futuro de ouro com vencimento em dezembro, na Comex, fechou em recuo de 0,14%, a US$ 4.156,80 a onça. Já o contrato futuro de prata (dezembro) subiu 1,41%, fechando a US$ 61,30 a onça.

A prata foi o foco de um episódio de liquidação de posições alavancadas na China em dias anteriores. A Shanghai Futures Exchange impôs restrições de entrega, zerando alocações para participantes sem cota de hedge aprovada, o que desencadeou desalavancagem. O quadro se soma a controles de licenciamento à exportação de prata pela China, em vigor desde janeiro de 2026, e a um ritmo elevado de compras chinesas de ouro: de janeiro a agosto de 2026, o país importou 1.141 toneladas de ouro, volume 72% superior ao mesmo período de 2025, com projeção de 1.700 toneladas para o ano.

No Brasil, o ouro comercial em real por grama fechou em R$ 662,6745 na compra e R$ 662,7542 na venda, recuo de 4,44% no dia. Como a cotação em dólar ficou estável, quase todo o recuo em reais se deve à valorização do real. No acumulado dos últimos 20 dias úteis, o ouro em real recuou 7,73%. A prata, por sua vez, não figura nas cotações oficiais do Banco Central para o período; sua referência internacional ficou em US$ 61,30 a onça no fechamento da Comex.

Análise dos últimos 20 dias úteis

Entre 8 de setembro e 5 de outubro de 2026, a taxa PTAX do dólar (compra) variou entre R$ 5,0850 e R$ 5,2232, com fechamento final em R$ 4,9853. A tendência de setembro foi de alta gradual: a taxa partiu de R$ 5,0850 em 8 de setembro e alcançou R$ 5,2198 em 29 de setembro. Em 30 de setembro houve recuo de 0,76%, seguido de nova alta em 1º e 2 de outubro. A reversão de 4,55% em 5 de outubro levou a moeda americana ao menor valor do período. No acumulado dos 20 dias úteis, o dólar recuou 1,96%.

O Ibovespa, por sua vez, encerrou setembro com alta de 5,03%, a 186.340 pontos. Em 1º de outubro, o índice subiu 0,46%, a 187.197,45 pontos. Em 2 de outubro, véspera do primeiro turno, avançou 2,63%, a 192.114,55 pontos, em movimento atribuído ao relatório de emprego dos EUA e à formação de posições. De 1º a 5 de outubro, o acumulado foi de 10,86%. No ano, o índice já havia registrado alta de 12,56% em janeiro, com fluxo estrangeiro positivo superior a R$ 26 bilhões, depois passou por quedas entre março e junho associadas ao conflito entre Irã e Estados Unidos e à alta do petróleo para a faixa de US$ 100, e retomou a trajetória de alta a partir de julho, com ganho de 3,47% naquele mês.

Para as próximas sessões, o calendário eleitoral permanece como fator central: o segundo turno em 25 de outubro mantém aberta a disputa. Análises de casas de investimento projetam que, em cenário de vitória da oposição, o múltiplo de negociação das ações brasileiras poderia voltar à média histórica de 11,9 vezes o lucro projetado, o que implicaria potencial de alta adicional de 20% sobre os níveis pré-5 de outubro.

Resumo do Fechamento Diário (05/10/2026)

Indicador Valor de fechamento Variação diária
Dólar Comercial (compra PTAX) R$ 4,9853 -4,55%
Dólar Comercial (venda PTAX) R$ 4,9859 -4,55%
Ibovespa (pontos) 207.519,61 +8,02%

Referência de 02/10/2026: dólar compra R$ 5,2232, venda R$ 5,2238; Ibovespa 192.114,55 pontos.

Maiores Altas do Ibovespa (05/10/2026)

Código Nome da empresa Variação diária
BPAC11 Banco BTG Pactual S.A. +25,89%
B3SA3 B3 S.A. (Brasil, Bolsa, Balcão) +25,32%
MGLU3 Magazine Luiza S.A. +24,18%
CSAN3 Cosan S.A. +22,82%
CYRE3 Cyrela Brazil Realty S.A. Empreendimentos e Participações +21,33%

Maiores Baixas do Ibovespa (05/10/2026)

Código Nome da empresa Variação diária
SUZB3 Suzano S.A. -6,25%
EMBJ3 Embraer S.A. -4,35%
VALE3 Vale S.A. -3,04%
KLBN11 Klabin S.A. -2,69%
USIM5 Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. (Usiminas) -2,27%

Variação Mensal do Dólar Comercial (PTAX)

Período: 08/09/2026 a 05/10/2026 (20 dias úteis, em ordem crescente). Valores em R$.

Data Compra Venda Var. Compra (%) Var. Venda (%)
08/09/2026 5,0850 5,0856 - -
09/09/2026 5,0973 5,0979 +0,24 +0,24
10/09/2026 5,1143 5,1149 +0,33 +0,33
11/09/2026 5,0912 5,0918 -0,45 -0,45
14/09/2026 5,1690 5,1696 +1,53 +1,53
15/09/2026 5,1484 5,1490 -0,40 -0,40
16/09/2026 5,1520 5,1527 +0,07 +0,07
17/09/2026 5,1515 5,1521 -0,01 -0,01
18/09/2026 5,1569 5,1575 +0,10 +0,10
21/09/2026 5,1111 5,1117 -0,89 -0,89
22/09/2026 5,1155 5,1161 +0,09 +0,09
23/09/2026 5,1408 5,1414 +0,49 +0,49
24/09/2026 5,1789 5,1795 +0,74 +0,74
25/09/2026 5,1985 5,1991 +0,38 +0,38
28/09/2026 5,2126 5,2132 +0,27 +0,27
29/09/2026 5,2198 5,2204 +0,14 +0,14
30/09/2026 5,1803 5,1809 -0,76 -0,76
01/10/2026 5,2073 5,2079 +0,52 +0,52
02/10/2026 5,2232 5,2238 +0,31 +0,31
05/10/2026 4,9853 4,9859 -4,55 -4,55

Variação Mensal do Ouro Comercial (por grama, em R$)

Período: 08/09/2026 a 05/10/2026 (20 dias úteis, em ordem crescente).

Data Compra Venda Var. Compra (%) Var. Venda (%)
08/09/2026 718,2203 718,3051 - -
09/09/2026 720,7721 720,8569 +0,36 +0,36
10/09/2026 717,9980 718,0823 -0,38 -0,38
11/09/2026 715,2571 715,3414 -0,38 -0,38
14/09/2026 712,4742 712,5569 -0,39 -0,39
15/09/2026 710,0262 710,1090 -0,34 -0,34
16/09/2026 720,7611 720,8590 +1,51 +1,51
17/09/2026 723,6269 723,7112 +0,40 +0,40
18/09/2026 722,1538 722,2378 -0,20 -0,20
21/09/2026 714,2398 714,3236 -1,10 -1,10
22/09/2026 711,8703 711,9538 -0,33 -0,33
23/09/2026 707,7093 707,7919 -0,58 -0,58
24/09/2026 708,4679 708,5499 +0,11 +0,11
25/09/2026 717,2323 717,3151 +1,24 +1,24
28/09/2026 691,0513 691,1308 -3,65 -3,65
29/09/2026 697,4613 697,5414 +0,93 +0,93
30/09/2026 692,3684 692,4485 -0,73 -0,73
01/10/2026 698,2167 698,2971 +0,84 +0,84
02/10/2026 693,4679 693,5475 -0,68 -0,68
05/10/2026 662,6745 662,7542 -4,44 -4,44

(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxas PTAX de dólar e cotações de ouro), B3 (Índice Ibovespa e cotações de ações), Refinitiv, Exame Invest, Reuters, Bloomberg Línea, Money Times, Estadão eInvestidor, Terra, EuQueroInvestir, Times Brasil (CNBC), CME Group (Comex), Shanghai Futures Exchange, Heraeus (Shanghai Metals Market).

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