"> Morando defende desburocratização e revisão de crédito para empresas em crise

 

Nacional - 28/08/2026 - 22:16:55

 

Morando defende desburocratização e revisão de crédito para empresas em crise

 

Da Redação .

Foto(s): Reprodução Facebook

 

Candidato a deputado federal pelo MDB de São Paulo, empresário com experiência em gestão pública e privada, apresenta diretrizes para reduzir o volume de recuperações judiciais e falências que atingiram níveis elevados em 2025 e início de 2026.

Candidato a deputado federal pelo MDB de São Paulo, empresário com experiência em gestão pública e privada, apresenta diretrizes para reduzir o volume de recuperações judiciais e falências que atingiram níveis elevados em 2025 e início de 2026.

O Brasil registrou 977 processos de recuperação judicial em 2025, um aumento de 5,5 por cento em relação a 2024 e o maior volume anual desde 2016, conforme dados da Serasa Experian. Esses processos envolveram 2.466 CNPJs, um avanço de 13 por cento sobre o ano anterior. No primeiro trimestre de 2026, foram solicitados 164 pedidos de falência e decretadas 221 falências. Os setores mais afetados são indústria e comércio.

Os fatores que influenciam esse cenário incluem a taxa Selic, que em agosto de 2026 se encontra em 14 por cento ao ano após quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual desde janeiro, quando estava em 15 por cento. O crédito permanece restritivo e com custos elevados para as empresas. A inadimplência empresarial atinge níveis que pressionam a capacidade de pagamento das companhias. O IPCA acumulado em 12 meses até julho de 2026 é de 4,44 por cento. Dívidas acumuladas desde o período da pandemia também contribuem para a situação financeira das empresas.

Orlando Morando Junior, 52 anos, empresário com superior completo, concorre ao cargo de deputado federal pelo MDB de São Paulo com o número 1555. Sua trajetória política inclui mandato como vereador de São Bernardo do Campo, quatro mandatos consecutivos como deputado estadual pelo estado de São Paulo entre 2003 e 2017, dois mandatos como prefeito de São Bernardo do Campo entre 2017 e 2024, e posterior exercício como secretário municipal de Segurança Urbana da cidade de São Paulo.

Durante sua gestão como prefeito, Morando implementou medidas de desburocratização para facilitar a abertura e o funcionamento de empresas no município. A Associação Paulista de Supermercados registrou que sua gestão realizou trabalhos de simplificação de normas para o setor supermercadista. Também atraiu novas empresas para a cidade, como a Shimizu, de tecnologia industrial, e colaborou com a infraestrutura necessária para sua instalação. Nos primeiros 100 dias de gestão em 2017, informou ter reduzido gastos públicos na ordem de R$ 1 milhão por dia. Revitalizou a Central de Trabalho e Renda do município para conectar moradores a oportunidades de trabalho em parceria com empresas locais. Realizou concessões públicas, como a do Estádio 1º de Maio, com contrato de 10 anos e outorga fixa de R$ 3 milhões.

Em declarações registradas durante sua gestão municipal, Morando afirmou que questões como o desemprego têm origem na macropolítica econômica nacional, mas que ações locais podem contribuir para a atração de empresas e a geração de oportunidades.

Como candidato a deputado federal, Morando defende a aplicação de diretrizes que combinem desburocratização, revisão das condições de crédito e ajustes na legislação de recuperação judicial. Entre as medidas que defende estão a simplificação de processos administrativos e tributários para reduzir custos operacionais das empresas, a ampliação do acesso a linhas de crédito com condições compatíveis com a capacidade de pagamento das companhias, e a revisão da Lei nº 11.101, de 2005, que disciplina a recuperação judicial e a falência, para tornar os processos mais ágeis e eficazes na preservação das empresas e dos postos de trabalho.

Defende também a manutenção de uma gestão fiscal responsável no âmbito federal para criar um ambiente de confiança que estimule investimentos, e a implementação de políticas de incentivo à inovação e à produtividade nas empresas para aumentar sua competitividade e capacidade de resistência a cenários econômicos adversos.

A análise de tendências mostra que o volume de recuperações judiciais e falências tende a permanecer em patamares elevados enquanto as condições de crédito permanecerem restritivas e os custos financeiros das empresas continuarem pressionados. Fatores internos como a dinâmica fiscal e a política monetária, e fatores externos como a evolução das taxas de juros internacionais e o preço de commodities, influenciam diretamente o desempenho das empresas brasileiras. O cenário político de 2026, com eleições gerais, também interfere nas expectativas de investimento e nas decisões empresariais.

(*) Com informações das fontes: Serasa Experian, Banco Central do Brasil, IBGE, Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Prefeitura de São Bernardo do Campo, G1, Jornal @HORA, ABCD Jornal, TV São Bernardo, Portal Opinião Pública, Auge 1, Wikipédia, Gazeta Hoje, Revista Oeste, ADVFN Brasil, StartSe, GuairaNews, InfoMoney, Gazeta Mercantil.

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