"> Dólar e ouro caem e Ibovespa sobe

 

Economia - 20/10/2026 - 17:20:52

 

Dólar e ouro caem e Ibovespa sobe

Ibovespa sobe 1,41%, a 208.017 pontos, e dólar cai 0,84%, a R$ 5,01, com eleição no radar

 

Da Redação .

Foto(s): Arte @HORA

 

No fechamento de 20 de outubro, a PTAX de compra ficou em R$ 5,0134 e a de venda em R$ 5,0140; ouro recuou 1,10%, a R$ 665,70 por grama; mercado acompanhou pesquisa eleitoral a cinco dias do segundo turno, petróleo Brent perto de US$ 110 e medidas chinesas sobre exportação de prata.

No fechamento de 20 de outubro, a PTAX de compra ficou em R$ 5,0134 e a de venda em R$ 5,0140; ouro recuou 1,10%, a R$ 665,70 por grama; mercado acompanhou pesquisa eleitoral a cinco dias do segundo turno, petróleo Brent perto de US$ 110 e medidas chinesas sobre exportação de prata.

O Ibovespa encerrou a sessão de terça-feira, 20 de outubro, em 208.017,63 pontos, com variação de +1,41% ante os 205.126,35 pontos de 19 de outubro. No câmbio, a taxa PTAX do dólar comercial, divulgada pelo Banco Central, fechou com compra a R$ 5,0134 e venda a R$ 5,0140, variação de -0,84% em relação ao dia anterior (R$ 5,0558 e R$ 5,0564). O ouro comercial, por grama, fechou com compra a R$ 665,7018 e venda a R$ 665,7814, variação de -1,10% no dia. O ouro spot, em dólares por onça, passou de US$ 4.141,16 para US$ 4.130,10, variação de -0,27%.

Fatores do dia

A sessão ocorreu a cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais. Pesquisa Real Time Big Data divulgada na véspera indicou Flávio Bolsonaro com 52% das intenções de voto. O índice da bolsa operou em alta durante todo o pregão e chegou a 208.122 pontos por volta das 15h. O barril do petróleo Brent operou perto de US$ 110, o que sustentou papéis de peso do índice. O dólar americano recuou ante a maioria das moedas no exterior, e as taxas dos contratos futuros de juros brasileiros também cederam ao longo do dia. O volume financeiro na B3 foi de R$ 34,334 bilhões, com 4,464 milhões de negócios, conforme dados de mercado a vista das 16h16.

Ações em alta e em baixa

As cinco maiores altas e as cinco maiores baixas do pregão de 20 de outubro, entre os papéis com maior número de ações negociadas, foram as seguintes.

Maiores altas do dia (20/10/2026)

Código Nome da empresa Variação diária (%)
NUTR3 Nutriplant Indústria e Comércio S.A. +23,46
NUTR3F Nutriplant Indústria e Comércio S.A. +22,92
BHIA3 Grupo Casas Bahia S.A. +19,33
BHIA3F Grupo Casas Bahia S.A. +18,33
AMER3 Americanas S.A. +16,75

Maiores baixas do dia (20/10/2026)

Código Nome da empresa Variação diária (%)
SEQL3F Sequoia Logística e Transportes S.A. -28,57
WIZC3F WIZ Co Participações e Corretagem de Seguros S.A. -19,14
WIZC3 WIZ Co Participações e Corretagem de Seguros S.A. -19,14
SEQL3 Sequoia Logística e Transportes S.A. -16,67
ONCO11 Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos S.A. -15,00

Resumo do fechamento diário (20/10/2026)

Indicador Valor de fechamento Variação diária (%)
Dólar comercial (compra PTAX) R$ 5,0134 -0,84
Dólar comercial (venda PTAX) R$ 5,0140 -0,84
Ibovespa (pontos) 208.017,63 +1,41

Ouro, prata e o caso da China

O mercado de metais preciosos seguiu sob influência das medidas chinesas. Desde 1º de janeiro de 2026, o Ministério do Comércio da China substituiu o sistema de cotas de exportação de prata, tungstênio e antimônio por licenciamento especial por dois anos. Em outubro, o controle foi endurecido, com aprovação caso a caso e exigência de histórico de exportação, em medida que elevou a prata à categoria de recurso estratégico, em nível equivalente ao das terras raras. A China é responsável por parcela dominante da oferta global de prata refinada, insumo para hardware de inteligência artificial, veículos elétricos, energia renovável e produção industrial.

Em paralelo, o Banco Popular da China estendeu a 23 meses consecutivos a série de compras de ouro para reservas. Em setembro de 2026, foram adicionadas 23 toneladas, o maior volume mensal desde outubro de 2023, levando as reservas oficiais a 2.410 toneladas, ou 77,47 milhões de onças. A China importou mais de 1.000 toneladas de ouro nos primeiros oito meses de 2026. A combinação de restrição à oferta de prata e demanda oficial por ouro sustentou o complexo de metais preciosos no período. No dia 20 de outubro, o ouro em real recuou 1,10%, em movimento associado à valorização do real e à leve queda do ouro spot em dólares. No mês, o ouro em real acumulou variação de -6,80%, e o ouro spot em dólares, de -4,98%.

Análise dos últimos 20 dias úteis

Entre 21 de setembro e 20 de outubro, a PTAX de compra do dólar passou de R$ 5,1111 para R$ 5,0134, variação de -1,91% no período. A moeda americana subiu até o pico de R$ 5,2232 em 2 de outubro e, no dia útil seguinte ao primeiro turno eleitoral (5 de outubro), recuou 4,56%, para R$ 4,9853, a maior variação diária do período. Depois de atingir a mínima de R$ 4,9692 em 6 de outubro, a taxa voltou a subir gradualmente até R$ 5,0820 em 16 de outubro, para então recuar nos dois últimos pregões.

No mesmo intervalo, o Copom reduziu a Selic de 14,00% para 13,75% ao ano em 16 de setembro, no quinto corte consecutivo, sem sinalizar o ritmo dos próximos passos. O IPCA de setembro, divulgado em 9 de outubro, ficou em 0,82% no mês e 4,58% em 12 meses, acima do teto de 4,5% da meta de inflação. A projeção do mercado para a Selic no fim de 2026 ficou em 13,50% ao ano, com corte de 0,25 ponto percentual já na reunião de novembro, segundo pesquisa com participantes do mercado. O setor de serviços recuou 0,1% em agosto. As projeções para a dívida pública indicam patamar acima de 90% do PIB até 2030. No ambiente externo, predominaram a incerteza sobre conflitos no Oriente Médio, a política monetária de economias avançadas e as medidas comerciais chinesas.

Variação diária do dólar comercial (PTAX), de 21/09 a 20/10/2026

Data Compra (R$) Venda (R$) Variação compra (%) Variação venda (%)
21/09/2026 5,1111 5,1117 - -
22/09/2026 5,1155 5,1161 +0,09 +0,09
23/09/2026 5,1408 5,1414 +0,50 +0,50
24/09/2026 5,1789 5,1795 +0,74 +0,74
25/09/2026 5,1985 5,1991 +0,38 +0,38
28/09/2026 5,2126 5,2132 +0,27 +0,27
29/09/2026 5,2198 5,2204 +0,14 +0,14
30/09/2026 5,1803 5,1809 -0,76 -0,76
01/10/2026 5,2073 5,2079 +0,52 +0,52
02/10/2026 5,2232 5,2238 +0,31 +0,31
05/10/2026 4,9853 4,9859 -4,56 -4,56
06/10/2026 4,9692 4,9698 -0,32 -0,32
07/10/2026 4,9929 4,9935 +0,48 +0,48
08/10/2026 5,0113 5,0119 +0,37 +0,37
09/10/2026 4,9886 4,9892 -0,45 -0,45
13/10/2026 5,0090 5,0096 +0,41 +0,41
14/10/2026 5,0435 5,0441 +0,69 +0,69
15/10/2026 5,0515 5,0521 +0,16 +0,16
16/10/2026 5,0820 5,0826 +0,60 +0,60
19/10/2026 5,0558 5,0564 -0,52 -0,52
20/10/2026 5,0134 5,0140 -0,84 -0,84

Variação diária do ouro comercial (por grama), de 21/09 a 20/10/2026

Data Compra (R$/g) Venda (R$/g) Variação compra (%) Variação venda (%)
21/09/2026 714,2398 714,3236 - -
22/09/2026 711,8703 711,9538 -0,33 -0,33
23/09/2026 707,7093 707,7919 -0,59 -0,59
24/09/2026 708,4679 708,5499 +0,11 +0,11
25/09/2026 717,2323 717,3151 +1,24 +1,24
28/09/2026 691,0513 691,1308 -3,65 -3,65
29/09/2026 697,4613 697,5414 +0,93 +0,93
30/09/2026 692,3684 692,4485 -0,73 -0,73
01/10/2026 698,2167 698,2971 +0,85 +0,85
02/10/2026 693,4679 693,5475 -0,68 -0,68
05/10/2026 662,6745 662,7542 -4,44 -4,44
06/10/2026 665,0428 665,1231 +0,36 +0,36
07/10/2026 658,9547 659,0339 -0,92 -0,92
08/10/2026 662,0822 662,1614 +0,48 +0,48
09/10/2026 672,2275 672,3083 +1,53 +1,53
13/10/2026 669,6524 669,7326 -0,38 -0,38
14/10/2026 661,6162 661,6949 -1,20 -1,20
15/10/2026 673,8927 673,9728 +1,86 +1,86
16/10/2026 680,9594 681,0398 +1,05 +1,05
19/10/2026 673,1194 673,1993 -1,15 -1,15
20/10/2026 665,7018 665,7814 -1,10 -1,10

(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxa PTAX do dólar e cotação de fechamento do ouro), B3 (Ibovespa e balcão de ações com maiores altas e baixas), Refinitiv, Copom (taxa Selic), IBGE (IPCA), Real Time Big Data (pesquisa eleitoral), Reuters, Bloomberg Línea, InfoMoney, Money Times, Gazeta Mercantil, Metrópoles, CNN Brasil, PIRANOT, Trademap, Portal do Holanda, TradingView, Data Biz Times, CNBC, Mitrade, Shanghai Metals Market, GX Capital, Forbes Brasil, Febraban, Ipea e Sicredi.

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