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Fechamento de 30 de outubro
A taxa PTAX do dólar dos Estados Unidos encerrou o pregão de 30 de outubro de 2026 a R$ 5,4206 na compra e R$ 5,4212 na venda, variação de +0,87% em ambos os lados ante o fechamento anterior. O Ibovespa, índice da Bolsa Brasileira B3, fechou aos 168.176,02 pontos, recuo de 0,81% (menos 1.379,21 pontos) ante os 169.555,23 pontos de 29 de outubro. Foi a quarta sessão consecutiva de recuo do índice. O volume financeiro negociado na B3, no painel das 16h23, somou R$ 32.855.448.781, em 5.011.952 negócios.
A alta do dólar ante o real ocorreu mesmo com o índice DXY, que mede a moeda americana contra seis divisas de economias avançadas, em recuo de 0,22%, aos 101,8 pontos no mesmo horário. A divergência indica que a pressão cambial no dia foi específica do risco Brasil, e não um movimento de fortalecimento generalizado da moeda americana.
Fatores que influenciaram o dia
Associações feitas por operadores e veículos de mercado ligaram o movimento do dia a três grupos de fatores. O primeiro foi a ausência de definição sobre a composição da equipe econômica do próximo mandato presidencial, após a reeleição confirmada no domingo, 25 de outubro. O segundo foi a divulgação de declarações do vice-presidente eleito, Guilherme Boulos, afastando ajustes de gastos públicos, o que elevou questionamentos sobre a trajetória fiscal. O terceiro foi o cenário externo: resultados trimestrais de empresas de tecnologia dos Estados Unidos pressionaram as bolsas americanas na sessão anterior, e novos indicadores de atividade daquela economia ficaram no radar dos investidores.
No plano doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que a taxa de desemprego ficou em 5,2% no terceiro trimestre de 2026. O dado foi lido em conjunto com sinais de desaceleração da atividade econômica.
Ouro, prata e o episódio envolvendo a China
No mercado internacional de metais preciosos, o ouro à vista encerrou 30 de outubro a US$ 3.897,31 a onça, recuo de 3,07% ante o dia anterior. A prata à vista, que havia tocado o menor nível em 11 meses, a US$ 52,68 a onça no negócio asiático de 27 de outubro, foi negociada entre US$ 49,00 e US$ 50,90 a onça nas referências consultadas para 30 de outubro, com perda diária estimada em 2,4%.
O banco Julius Baer levantou a hipótese de que parte das vendas de ouro e prata teria origem em investidores chineses que precisariam levantar caixa, em resposta a medidas de fiscalização de Pequim sobre capitais mantidos no exterior. Não houve confirmação oficial dessa origem. Em sentido oposto, dados do mercado chinês mostraram aumento da demanda física: o volume do contrato AU99.99 da Bolsa de Ouro de Xangai saltou na semana anterior para o patamar mais alto desde abril, em torno de 430 toneladas, e investidores individuais passaram a comprar o metal após a queda abaixo de US$ 4.000 a onça. O Banco Popular da China estendeu a série de compras de ouro para o 23º mês consecutivo, com adição de 23 toneladas em setembro, a maior compra mensal desde outubro de 2023, levando as reservas declaradas a 2.410 toneladas.
A combinação de dólar mais alto e ouro internacional mais baixo produziu efeito misto no preço do ouro em reais. A cotação do ouro comercial, por grama, fechou 30 de outubro a R$ 679,1881 na compra e R$ 679,2633 na venda, recuo de 2,23% no dia, mesmo com o dólar em alta. A queda do ouro internacional superou o efeito da depreciação cambial.
A semana após a eleição: o choque de 26 de outubro
O marco do mês foi a sessão de segunda-feira, 26 de outubro, primeiro dia útil após a definição da reeleição presidencial no domingo, 25. Naquele dia, a PTAX do dólar saltou 9,19%, de R$ 5,0371 para R$ 5,4998 na compra, a maior variação diária do período analisado. O Ibovespa recuou 13,88%, fechou aos 176.608,23 pontos e acionou o mecanismo de interrupção de negociações (circuit breaker) pela primeira vez desde 2020. O ouro comercial, por grama, subiu 9,61% no mesmo dia, para R$ 710,3849 na compra, movimento explicado quase inteiramente pela alta do dólar, já que o ouro internacional variou apenas +0,39% na sessão.
Nos dias seguintes, houve retraçamento parcial: o dólar recuou 3,01% em 27 de outubro, para R$ 5,3340, e o ouro em reais recuou 1,91%. De 28 a 30 de outubro, porém, o dólar voltou a subir em três sessões seguidas, atingindo R$ 5,4206. No conjunto da semana de 23 a 30 de outubro, o dólar acumulou alta de 7,61%, o ouro em reais alta de 4,80%, e o ouro internacional recuou 2,61%.
Tendências dos últimos 20 dias úteis
No período de 2 de outubro a 30 de outubro de 2026 (20 dias úteis), a PTAX do dólar variou entre mínima de R$ 4,9692 (6 de outubro) e máxima de R$ 5,4998 (26 de outubro). Até 23 de outubro, a taxa permaneceu em faixa estreita entre R$ 4,97 e R$ 5,22, com tendência de estabilidade. A partir de 26 de outubro, o patamar se deslocou para acima de R$ 5,30. A alta acumulada no período foi de 3,78%, sendo que a totalidade do ganho ocorreu na última semana.
O ouro comercial, por grama, variou entre mínima de R$ 648,1086 (23 de outubro) e máxima de R$ 710,3849 (26 de outubro). Até 23 de outubro, o preço em reais apresentou tendência de queda, acompanhando a redução do ouro internacional, que passou de US$ 4.129,39 a onça em 2 de outubro para US$ 4.002,02 em 23 de outubro. O salto de 26 de outubro revertido parcialmente nos dias seguintes deixou o saldo do período em -2,06%.
No plano monetário, a taxa Selic permaneceu em 13,75% ao ano, após cinco cortes consecutivos que somaram 1,25 ponto percentual desde março, o último deles em 16 de setembro. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne em 4 de novembro. Antes da eleição, o mercado precificava dois cortes adicionais de 0,25 ponto percentual até o fim do ano, levando a taxa a 13,25%. Após 26 de outubro, as apostas na B3 passaram a indicar 66% de chance de manutenção da taxa em 13,75% na próxima reunião. As taxas de juros futuros (DI) voltaram a subir na semana. O IPCA acumulado em 12 meses estava em 4,58% em setembro.
Resumo do fechamento diário (30/10/2026)
| Indicador |
Fechamento |
Variação diária |
| Dólar comercial (compra PTAX) |
R$ 5,4206 |
+0,87% |
| Dólar comercial (venda PTAX) |
R$ 5,4212 |
+0,87% |
| Ibovespa (pontos) |
168.176,02 |
-0,81% |
Maiores altas do Ibovespa no dia
| Código |
Nome da empresa |
Variação diária |
| FASA3 |
FASA S.A. |
+38,10% |
| MWET4 |
Wetzel S.A. |
+33,33% |
| FASA3F |
FASA S.A. |
+27,27% |
| AZEV3F |
Azevedo & Travassos S.A. |
+22,96% |
| MRSA3BF |
MRS Logística S.A. |
+20,64% |
Maiores baixas do Ibovespa no dia
| Código |
Nome da empresa |
Variação diária |
| PLAS3 |
Plascar Participações Industriais S.A. |
-21,28% |
| MWET4 |
Wetzel S.A. |
-20,01% |
| SEQL3 |
Sequoia Logística e Transportes S.A. |
-20,00% |
| HOOT4F |
Hotéis Othon S.A. |
-14,79% |
| TCSA3F |
Tecnisa S.A. |
-13,43% |
Registro de dados: a ação MWET4 (Wetzel S.A.) constou simultaneamente no painel de maiores altas e no de maiores baixas da B3 na captura das 16h23, com preços de 24,00 e 24,78, respectivamente, reflexo de oscilação intradiária em papel de baixa liquidez.
Variação diária do dólar comercial (PTAX), últimos 20 dias úteis
| Data |
Compra (R$) |
Venda (R$) |
Var. compra (%) |
Var. venda (%) |
| 02/10/2026 |
5,2232 |
5,2238 |
+0,31 |
+0,31 |
| 05/10/2026 |
4,9853 |
4,9859 |
-4,55 |
-4,55 |
| 06/10/2026 |
4,9692 |
4,9698 |
-0,32 |
-0,32 |
| 07/10/2026 |
4,9929 |
4,9935 |
+0,48 |
+0,48 |
| 08/10/2026 |
5,0113 |
5,0119 |
+0,37 |
+0,37 |
| 09/10/2026 |
4,9886 |
4,9892 |
-0,45 |
-0,45 |
| 13/10/2026 |
5,0090 |
5,0096 |
+0,41 |
+0,41 |
| 14/10/2026 |
5,0435 |
5,0441 |
+0,69 |
+0,69 |
| 15/10/2026 |
5,0515 |
5,0521 |
+0,16 |
+0,16 |
| 16/10/2026 |
5,0820 |
5,0826 |
+0,60 |
+0,60 |
| 19/10/2026 |
5,0558 |
5,0564 |
-0,52 |
-0,52 |
| 20/10/2026 |
5,0134 |
5,0140 |
-0,84 |
-0,84 |
| 21/10/2026 |
5,0270 |
5,0277 |
+0,27 |
+0,27 |
| 22/10/2026 |
5,0377 |
5,0383 |
+0,21 |
+0,21 |
| 23/10/2026 |
5,0371 |
5,0377 |
-0,01 |
-0,01 |
| 26/10/2026 |
5,4998 |
5,5007 |
+9,19 |
+9,19 |
| 27/10/2026 |
5,3340 |
5,3346 |
-3,01 |
-3,02 |
| 28/10/2026 |
5,3414 |
5,3420 |
+0,14 |
+0,14 |
| 29/10/2026 |
5,3738 |
5,3744 |
+0,61 |
+0,61 |
| 30/10/2026 |
5,4206 |
5,4212 |
+0,87 |
+0,87 |
Variação diária do ouro comercial (por grama), últimos 20 dias úteis
| Data |
Compra (R$/g) |
Venda (R$/g) |
Var. compra (%) |
Var. venda (%) |
| 02/10/2026 |
693,4679 |
693,5475 |
-0,68 |
-0,68 |
| 05/10/2026 |
662,6745 |
662,7542 |
-4,44 |
-4,44 |
| 06/10/2026 |
665,0428 |
665,1231 |
+0,36 |
+0,36 |
| 07/10/2026 |
658,9547 |
659,0339 |
-0,92 |
-0,92 |
| 08/10/2026 |
662,0822 |
662,1614 |
+0,47 |
+0,47 |
| 09/10/2026 |
672,2275 |
672,3083 |
+1,53 |
+1,53 |
| 13/10/2026 |
669,6524 |
669,7326 |
-0,38 |
-0,38 |
| 14/10/2026 |
661,6162 |
661,6949 |
-1,20 |
-1,20 |
| 15/10/2026 |
673,8927 |
673,9728 |
+1,86 |
+1,86 |
| 16/10/2026 |
680,9594 |
681,0398 |
+1,05 |
+1,05 |
| 19/10/2026 |
673,1194 |
673,1993 |
-1,15 |
-1,15 |
| 20/10/2026 |
665,7018 |
665,7814 |
-1,10 |
-1,10 |
| 21/10/2026 |
667,7736 |
667,8666 |
+0,31 |
+0,31 |
| 22/10/2026 |
655,9505 |
656,0286 |
-1,77 |
-1,77 |
| 23/10/2026 |
648,1086 |
648,1858 |
-1,20 |
-1,20 |
| 26/10/2026 |
710,3849 |
710,5012 |
+9,61 |
+9,61 |
| 27/10/2026 |
696,7995 |
696,8779 |
-1,91 |
-1,92 |
| 28/10/2026 |
694,0489 |
694,1268 |
-0,39 |
-0,39 |
| 29/10/2026 |
694,6484 |
694,7260 |
+0,09 |
+0,09 |
| 30/10/2026 |
679,1881 |
679,2633 |
-2,23 |
-2,23 |
(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxa PTAX e cotação do ouro), B3 (Bolsa Brasileira de Balcão), Refinitiv, e agências de notícias.
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