Polícia prende vereador do PT de SP por ligação com o PCC
Da Redação .
Foto(s): Reprodução Cãmara Municipal de São Paulo
Investigação apura uso de empresa de ônibus para lavagem de dinheiro do tráfico. Lideranças do partido encaminham caso para a Comissão de Ética.
vereador Senival Moura, PT
Polícia do Estado de São Paulo e o Ministério Público cumpriram mandados de prisão e de busca em 25 de junho de 2026. A
ação faz parte da Operação Última Parada. Os agentes prenderam o vereador Senival Moura, PT, com filiação no Partido dos Trabalhadores, além de dirigentes da empresa de ônibus Transunião e integrantes da organização Primeiro Comando da Capital, PCC.
A investigação apura a ocorrência de lavagem de dinheiro. Dados do inquérito indicam o uso da viação para a ocultação de valores com origem no tráfico de drogas. O início da apuração ocorreu após o assassinato de Adauto Soares Jorge no ano de 2020. O homem ocupava o cargo de presidente na companhia de transporte.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado informou que a empresa de ônibus recebeu repasses de R$ 300 milhões da Prefeitura de São Paulo no ano de 2025. A Justiça determinou o bloqueio de contas de banco e a apreensão de bens em nome dos alvos da operação.
Abaixo, os dados de bloqueios e de apreensões por ordem da Justiça:
Categoria de Bens
Quantidade ou Valor
Valores de dinheiro sob bloqueio
R$ 194.000.000,00
Veículos sob recolhimento
117 unidades
Imóveis sob sequestro
21 unidades
Embarcações sob apreensão
3 unidades
Reações na Política
Lideranças do Partido dos Trabalhadores, PT, se pronunciaram sobre a prisão. A bancada da sigla na Câmara de São Paulo encaminhou a situação do parlamentar para a Comissão de Ética. O procedimento do partido pode resultar na expulsão do político. O homem possui seis mandatos de vereador e atua na Mesa da Câmara de São Paulo.
A Prefeitura de São Paulo emitiu comunicado sobre os serviços de transporte. O prefeito Ricardo Nunes declarou que a administração do município estuda medidas de intervenção na Transunião. O objetivo da prefeitura é a manutenção da operação das linhas de ônibus para os passageiros.
Histórico de Operações
A ação na Transunião sucede outras investigações no setor de transporte de passageiros em São Paulo. No ano de 2024, autoridades deflagraram a Operação Fim da Linha. O alvo da ação foram as empresas Upbus e Transwolff. As duas companhias de ônibus apresentavam esquema de lavagem de dinheiro para a organização em questão. No ano de 2023, essas duas viações registraram repasses de R$ 800 milhões em remuneração por parte do município.
(*) Com informações das fontes: Polícia do Estado de São Paulo, Ministério Público de São Paulo, Prefeitura de São Paulo, G1, CNN Brasil, Estadão, Jovem Pan.