"> SP: greve na CPTM paralisa parcialmente três linhas de trens

 

Nacional - 04/08/2026 - 08:18:44

 

SP: greve na CPTM paralisa parcialmente três linhas de trens

 

Da Redação com Abr

Foto(s): Divulgação / Paulo Pinto / Abr

 

Rodízio de carros é suspenso

Rodízio de carros é suspenso

Os trabalhadores da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) entraram em greve à meia-noite desta terça-feira (4) e paralisaram parcialmente o funcionamento das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade de trens. A estimativa é que cerca de 1 milhão de pessoas são afetadas.

Os trens da linha 11-Coral circulam entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Na linha 12-Safira, os trens funcionam entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. A linha 13-Jade está totalmente paralisada.

A Justiça determinou que os funcionários mantenham 80% da capacidade dos trens em operação, mas isso não está acontecendo nesse momento.

Devido à greve, a prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de carros. O sistema de ônibus Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situação de Emergência (Paese) foi ativado e os veículos circulam na região das estações afetadas.

Para auxiliar, o metrô colocou mais trens em funcionamento nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.

Neste momento há grande lotação em outras estações que estão em funcionamento.

Às 7h50, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava 412 quilômetros de congestionamento em toda a cidade.

Greve  e período eleitoral

* Opinião exclusiva do Jornal @HORA

Todo período eleitoral os Sindicatos promovem greves notadamente abusivas prejudicando a população, principalmente as que dependem de transportes públicos.

Os Sindicatos querem as garantias de emprego para os ferroviários diante do processo de concessão de linhas da companhia.

A greve corresponde ao exercício de uma prerrogativa inerente aos trabalhadores que se manifesta pela decisão coletiva de suspender a prestação de serviços em regime de subordinação. A Constituição Federal de 1988 em seu artigo 9º assegura esse direito fundamental e estabelece que cabe aos próprios trabalhadores definir o momento adequado para exercê-lo e os interesses que pretende defender por meio dele. Do ponto de vista do empregador a medida representa um evento que traz prejuízos ao andamento da produção e é justamente essa consequência que confere à greve sua força como instrumento legítimo para reivindicar melhores condições laborais e remuneratórias.

Na prática grande parte dos transtornos e prejuízos acaba recaindo sobre a população usuária mesmo que a greve seja um direito dos trabalhadores e tenha como alvo direto o empregador ou o poder público. O transporte coletivo é classificado como serviço essencial pela Lei nº 7.783 de 1989 e por isso a Constituição Federal de 1988 em seu artigo 9º estabelece que deve ser garantido o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade mesmo durante a paralisação. Na realidade porém a interrupção ou redução da operação causa atrasos faltas ao trabalho ou à escola gastos extras com meios alternativos dificuldade de acesso a serviços de saúde e prejuízos econômicos diversos para milhões de pessoas.

A população deve agir com base nos seus direitos e com responsabilidade da seguinte forma:

  • - Buscar informações oficiais sobre a paralisação como horários serviços mínimos previstos e canais de comunicação dos sindicatos empresas e órgãos reguladores com antecedência sempre que possível.
  • - Organizar-se coletivamente por meio de associações de moradores ou entidades de defesa do consumidor para encaminhar reclamações pedir o cumprimento dos serviços mínimos exigidos por lei e solicitar a mediação do Ministério Público ou de agências reguladoras.
  • - Exigir que sejam cumpridas as regras legais como a comunicação prévia da greve e a manutenção da operação essencial especialmente nos horários de maior movimento e para pessoas com necessidades especiais.
  • - Registrar todos os prejuízos sofridos como gastos adicionais comprovantes de passe não utilizado e consequências de atrasos para buscar eventuais medidas de reparação ou compensação junto aos órgãos competentes.
  • - Participar de audiências públicas ou espaços de negociação quando convidado para que a voz da sociedade seja ouvida ao lado dos trabalhadores e dos gestores públicos.
  • - Manter a conduta pacífica e respeitar as leis evitando qualquer tipo de ação que possa gerar mais riscos ou danos a terceiros.

O equilíbrio entre o direito de greve e o direito da população ao serviço adequado deve ser garantido pelo poder público pelas empresas e pelas entidades sindicais para que a reivindicação não penalize apenas quem depende do transporte para viver.

Trabalhadores

Os trabalhadores da CPTM reivindicam junto ao governo de São Paulo revisão do processo de privatização das linhas, concluído em julho e temporariamente suspenso após um incêndio na primeira semana de atividades da empresa Trívia, que assumiu a concessão.

Entre os pleitos estão a garantia de emprego para 4 mil trabalhadores e o cancelamento da privatização, que consideram pouco transparente e lesiva aos interesses dos paulistas e dos trabalhadores.

QRCODE

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