"> Dólar dispara muito, ouro cai e Ibovespa pequena queda

 

Economia - 28/09/2026 - 17:30:59

 

Dólar dispara muito, ouro cai e Ibovespa pequena queda

Dólar fecha a R$ 5,21 e Ibovespa recua a menos de uma semana do primeiro turno

 

Da Redação .

Foto(s): Arte @HORA

 

PTAX compra encerra a R$ 5,2126 e venda a R$ 5,2132, alta de 0,27%; Ibovespa fecha em 183.089,66 pontos, com recuo de 0,26%; ouro por grama recua 3,65%, e Boletim Focus eleva projeção de inflação de 2026 para 4,99%.

PTAX compra encerra a R$ 5,2126 e venda a R$ 5,2132, alta de 0,27%; Ibovespa fecha em 183.089,66 pontos, com recuo de 0,26%; ouro por grama recua 3,65%, e Boletim Focus eleva projeção de inflação de 2026 para 4,99%.

Fechamento de 28 de setembro de 2026

O dólar comercial encerrou o pregão de 28 de setembro de 2026 com taxa PTAX de compra a R$ 5,2126 e de venda a R$ 5,2132, variação de +0,27% sobre o fechamento de 25 de setembro (R$ 5,1985 na compra e R$ 5,1991 na venda). O Ibovespa fechou em 183.089,66 pontos, recuo de 0,26%, equivalente a 470,66 pontos, ante os 183.560,32 pontos do dia anterior. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 22.415.269.860, em 3.248.729 negócios.

A sessão ocorreu a menos de uma semana do primeiro turno das eleições gerais. Pesquisas eleitorais divulgadas no período indicam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente nas intenções de voto no primeiro turno e com vantagem de dois pontos sobre Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, dentro da margem de erro. O cenário eleitoral foi citado por gestores como fator de pressão sobre o câmbio e de redução da exposição a ativos de risco.

Na manhã do dia, o Banco Central divulgou o Boletim Focus. A projeção de mercado para o IPCA de 2026 passou de 4,92% para 4,99%, e a de 2027 para 4,31%. A estimativa para a Selic ao final de 2026 permaneceu em 13,50% pela sexta semana consecutiva, e a projeção de crescimento do PIB de 2026 foi reduzida de 1,88% para 1,86%, terceira revisão consecutiva para baixo. O BC também divulgou dados de fluxo de recursos e a pesquisa Firmus, de percepção de empresas sobre a atividade econômica.

No ambiente externo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou proposta do Irã para reabertura do Estreito de Ormuz. O preço do petróleo operou em alta, e as bolsas de Nova York recuaram (Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq em terreno negativo). A alta do petróleo sustentou papéis de Petrobras e PRIO entre os poucos de maior peso em terreno positivo. O dólar avançou também frente a outras moedas emergentes.

Ouro, prata e o fator China

Em setembro, dados de comércio exterior da China indicaram importações de ouro no valor de 139 bilhões de euros. O movimento chamou atenção do mercado por seu tamanho e por ocorrer em contexto de desvalorização do yuan e de busca por reservas alternativas. No mercado de prata, controles de exportação instituídos pela China em janeiro de 2026, que limitam a 44 o número de empresas autorizadas a exportar, associados ao imposto de 13% sobre o valor agregado, mantêm o prêmio da prata em Xangai em torno de 12% sobre o preço internacional. Em 18 de setembro, a referência de Xangai foi cotada a 75,09 dólares por onça, contra 66,50 dólares por onça no mercado internacional.

Em 28 de setembro, o ouro à vista internacional recuou 3,92%, para 4.123,38 dólares por onça. No Brasil, o ouro comercial fechou a R$ 691,0513 por grama na compra e R$ 691,1308 na venda, recuo de 3,65%. A prata negociada na China recuou 2,70% no dia. A combinação de dólar mais forte e expectativa de elevação da taxa de juros do Federal Reserve pesou sobre metais sem rendimento, e a queda das cotações refletiu-se em papéis do setor de mineração e na liquidez de commodities.

Maiores altas e maiores baixas

A listagem da B3 às 17h01 de 28 de setembro (dados com atraso de 15 minutos) indica as cinco maiores altas e as cinco maiores baixas entre os papéis negociados. Os códigos e os nomes das empresas são reproduzidos conforme a exibição oficial da B3.

Balanço dos últimos 20 dias úteis

No período de 31 de agosto a 28 de setembro de 2026, a taxa PTAX de compra do dólar variou de mínima de R$ 5,0850 (8 de setembro) a máxima de R$ 5,2126 (28 de setembro), com alta acumulada de 0,61%. A moeda americana recuou na primeira quinzena e, a partir de 22 de setembro, encadeou cinco sessões consecutivas de alta, em movimento associado às pesquisas eleitorais, à alta do petróleo e ao resultado do Boletim Focus.

O ouro comercial, por sua vez, encerrou o período com recuo acumulado de 6,34% na compra (R$ 737,8240 por grama em 31 de agosto para R$ 691,0513 em 28 de setembro). O preço à vista internacional recuou 6,91% no mesmo intervalo. A cotação atingiu o menor valor do período no último dia útil da série. O Ibovespa, no acumulado de setembro até o início da sessão de 28, registrava alta de 3,44% e, no ano, de 13,90%, segundo levantamento de mercado.

Resumo do fechamento diário (28/09/2026)

Indicador Fechamento Variação diária
Dólar comercial (compra PTAX) R$ 5,2126 +0,27%
Dólar comercial (venda PTAX) R$ 5,2132 +0,27%
Ibovespa (pontos) 183.089,66 -0,26%

Maiores altas (B3)

Código Empresa Variação diária
SEQL3F Sequoia Logística e Transportes S.A. +14,29%
FSRF11F Fiset Fl Ref Pfd +14,29%
PMAM3 Paranapanema S.A. +10,26%
BOBR4F Bombril S.A. +8,09%
PMAM3F Paranapanema S.A. +7,69%

Maiores baixas (B3)

Código Empresa Variação diária
FSPE11F Fiset Pesca FISET FSPE Pfd -18,52%
FASA3F FASA S.A. -18,18%
ECOM3F Economatica S.A. -15,28%
CRPG6 Tronox Pigmentos do Brasil S.A. -14,80%
FASA3 FASA S.A. -12,90%

Variação mensal do dólar comercial (PTAX), 31/08 a 28/09/2026

Data Compra (R$) Venda (R$) Var. compra (%) Var. venda (%)
31/08/2026 5,1810 5,1816 n/d n/d
01/09/2026 5,1564 5,1570 -0,47 -0,47
02/09/2026 5,1267 5,1273 -0,58 -0,58
03/09/2026 5,0956 5,0962 -0,61 -0,61
04/09/2026 5,1247 5,1253 +0,57 +0,57
08/09/2026 5,0850 5,0856 -0,77 -0,77
09/09/2026 5,0973 5,0979 +0,24 +0,24
10/09/2026 5,1143 5,1149 +0,33 +0,33
11/09/2026 5,0912 5,0918 -0,45 -0,45
14/09/2026 5,1690 5,1696 +1,53 +1,53
15/09/2026 5,1484 5,1490 -0,40 -0,40
16/09/2026 5,1520 5,1527 +0,07 +0,07
17/09/2026 5,1515 5,1521 -0,01 -0,01
18/09/2026 5,1569 5,1575 +0,10 +0,10
21/09/2026 5,1111 5,1117 -0,89 -0,89
22/09/2026 5,1155 5,1161 +0,09 +0,09
23/09/2026 5,1408 5,1414 +0,49 +0,49
24/09/2026 5,1789 5,1795 +0,74 +0,74
25/09/2026 5,1985 5,1991 +0,38 +0,38
28/09/2026 5,2126 5,2132 +0,27 +0,27

Variação mensal do ouro comercial (por grama), 31/08 a 28/09/2026

Data Compra (R$/g) Venda (R$/g) Var. compra (%) Var. venda (%) Ouro spot (US$/oz)
31/08/2026 737,8240 737,9094 n/d n/d 4.429,49
01/09/2026 724,8243 724,9086 -1,76 -1,76 4.372,27
02/09/2026 720,7507 720,8351 -0,56 -0,56 4.373,09
03/09/2026 735,7205 735,8071 +2,08 +2,08 4.491,14
04/09/2026 731,1599 731,2455 -0,62 -0,62 4.437,45
08/09/2026 718,2203 718,3051 -1,77 -1,77 4.393,38
09/09/2026 720,7721 720,8569 +0,36 +0,36 4.398,22
10/09/2026 717,9980 718,0823 -0,38 -0,38 4.366,40
11/09/2026 715,2571 715,3414 -0,38 -0,38 4.369,49
14/09/2026 712,4742 712,5569 -0,39 -0,39 4.287,02
15/09/2026 710,0262 710,1090 -0,34 -0,34 4.289,29
16/09/2026 720,7611 720,8590 +1,51 +1,51 4.351,19
17/09/2026 723,6269 723,7112 +0,40 +0,40 4.368,92
18/09/2026 722,1538 722,2378 -0,20 -0,20 4.355,59
21/09/2026 714,2398 714,3236 -1,10 -1,10 4.346,50
22/09/2026 711,8703 711,9538 -0,33 -0,33 4.328,26
23/09/2026 707,7093 707,7919 -0,58 -0,58 4.281,99
24/09/2026 708,4679 708,5499 +0,11 +0,11 4.255,17
25/09/2026 717,2323 717,3151 +1,24 +1,24 4.291,60
28/09/2026 691,0513 691,1308 -3,65 -3,65 4.123,38

(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (PTAX do dólar e cotação do ouro, Boletim Focus, ata e minutos do Copom); B3 (Ibovespa, maiores altas e maiores baixas, volume negociado); Refinitiv; VEJA; Exame; G1; Valor Econômico; Agência Brasil; Metrópoles; Trading Economics; Dinheiro Vivo; Jornal de Negócios; Discovery Alert; FX.co.

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